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Duas coisas importantes

No meio de um monte de especulações da imprensa e da torcida – que esse ano não acompanhei direito -, torcedores cornetando, pessoas dizendo que faltam só 8 reforços pro time ficar fechadinho (ou seja, um time novo) e coisas assim, gostaria de destacar duas coisas importantes:

(i) A diferença absurda entre as contratações do Kalil e as dos outros presidentes que vi no Atlético. Mesmo as contratações do ano passado, que foram muitas, tiveram baixíssimo nível de erro; até mesmo o Carlos Júnior, que muita gente aponta como uma má contratação, penso que foi boa e que o sujeito merecia mais uma chance. Mas as desse ano, Leandro, Jairo Campos e Muriqui (Reinaldo, talvez, e nem se fala de Cáceres, que é um craque, se é que este vem – se não vier retirarei o seu nome dessa postagem de maneira a não deixar vestígios), são todas contratações que têm enorme chance de dar certo.

Nas contratações deste ano verifica-se a feitura daquilo que todo ano circula nas conversas atleticanas de pré-temporada como melhor coisa a ser feita: contratar dois ou três bons reforços ao invés de um bonde de 20 péssimos jogadores. Trouxemos, ora, 3 ou 4 bons reforços, é espantoso que haja gente pedindo “muitas contratações”, como se desejasse o retorno dos tempos dos bondes.

Outra coisa notável: o Atlético está comprando jogadores! Ah! Há quanto tempo não se via isso acontecer? O Atlético desembolsando dinheiro para adquirir os direitos de Muriqui e Campos (não sei bem como foi, alguém me corrija, mas sei que há compra de jogadores e isso me impressiona)! E o Cáceres? 1,5 milhão? Inacreditável. Sou novo, mas o único jogador de que me lembro ter visto o Atlético comprar antes da gestão Kalil foi o Nêgo, o fenômeno da lateral-direita, pelo qual pagamos 400 mil, no mesmo mês em que Hissa Elias Moisés confessou não ter desejado pagar 1 milhão em Ignacio Gonzales, uruguaio que havia recém destruído a seleção brasileira no Morumbi num jogo das eliminatórias.

Lembranças à parte, vamos ao segundo item:

(ii) Esse acontecimento já é antigo, mas como foi confirmado no primeiro coletivo do time e no amistoso contra o Villa Nova, é bom lembrá-lo: em sua primeira coletiva de imprensa, Luxemburgo disse que Ricardinho é segundo-volante. Ora, então era isso! O mesmo Ricardinho, que, jogando como o camisa 10 (ignore o 80 e toda essa frescura de numeração fixa), fez nosso time perder toda a consistência, velocidade e dignidade em 2009, agora é classificado por Vanderlei Luxemburgo como segundo-volante (eu – diferindo da maioria da torcida – nunca quis Luxemburgo aqui, mas que agora que o sujeito veio me passou uma boa impressão). Parece estar explicado o nosso fracasso no final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Fico feliz que Luxemburgo tenha dito isso, pois assim ficará, espero eu, resolvido o nosso problema da Paciência ricardiana, a triste lerdeza que dominou o time atleticano no ano passado, e que Celso Roth não soube resolver (ou não teve tempo).

Agora Luxemburgo está a escalar o Galo com Ricardinho e Evandro (Renan Oliveira corre por fora para tomar o lugar de Evandro), escalação que deve funcionar melhor do que a escalação de Ricardinho como “o 10″ isolado e tornar nosso time infinitamente melhor do que aquele que terminou o Campeonato Brasileiro de 2009. Ao mesmo tempo, se tudo der certo, estará sepultada a já agora adormecida ânsia maldita de um camisa 10 de que estava acometida a torcida atleticana desde o caso Gallardo. Se Ricardinho era o único camisa 10 do mundo e nem ele é camisa 10 coisa nenhuma, então já era, chega desse papo de camisa 10. Temos os dois melhores armadores (“camisas 10″) do Brasil – Evandro e Renan Oliveira – e o título brasileiro, e do mundo, é questão de tempo.

Giovanni Torres Parra

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6 Responses to " Duas coisas importantes "

  1. Elen CAMpos disse:

    Muito bom o seu texto, Giovanni!

    Bom ler um texto com qualidade de quem não teme tomar partido. Concordo com muita coisa, não acho que faltam muitos jogadores para compor nosso elencom embora fique extremamente feliz se vierem.

    Só não consigo assinar embaixo da última frase, pois Evandro e Renan Oliveira precisam renascer das cinzas, inda não provaram nada pra ninguém. Enquanto tiverem no Galo, terão minha torcida, mas por equanto, têm minha desconficança também.

    Parabéns pelo texto!

    Abraços alvinegros,

    Ele

  2. Gustavo de Andrade disse:

    Matou a pau cara! Eu digo isso pra todo mundo desde que o Ricardinho chegou. Ricardinho é segundo volante sim e falta um “armador” nesse time. Essa sim seria uma grande contratação porque renan e evandro são dois grandes bancos. Lembra do Evandro no jogo contra o Santos na Vila? Porque não põe logo o Júnior na posição? O cara no banco é brincadeira! Armador não precisa correr igual um doido, quem tem que correr é lateral e atacante.

  3. Ahh Gigi,

    Como disse a Elen, Evandro e Renan ainda tem que mostrar muito. De qualquer forma, não tenho dúvida alguma de que podem sim vir a ser grandes e talvez os melhores do Brasil.

    Só pra complementar, o Tardelli foi comprado tbm não? Numa troca mas foi.

  4. Trapos disse:

    Se o Luxa não consertar o RO, ninguém mais conserta.

    Acho que o RO vai virar jogador profissional só agora com o Luxa.

  5. Giovanni disse:

    Tardelli foi comprado também, mas entra na mesma conta do Kalil que os jogadores deste ano. mas quem foi comprado esse ano? eu não sei direito.

  6. guerra disse:

    E o Carlos Junior foi contratado no final do ano pelo Palmeiras e emprestado para um time da segunda de SP, o empresário dêle é forte demais.

    Mas nós compramos o Junior Carioca, que toda a torcida acha que ia ser o cara do meio campo, mas não deu certo em clube nenhum, e tem jogadores assim.
    Mas vc disse muito bem há anos que não víamos isto, mas estaremos vendo pelo menos até final de 2011 mas antes a torcida elege o HOME ou então destitui o conselho deliberativo todo, e isto é mole para a massa.

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