Massa Ativa
8mar/106

25 minutos que valem muito

Para muitos, podia parecer apenas os 25 minutos restantes daquele confronto. 25 minutos que ficaram para depois, já que o estádio do modesto América–TO não tem capacidade para abrigar jogos de equipes da grandeza do Atlético.

Alguns cogitaram a possibilidade de que o time alvinegro entrasse em campo apenas para ver o tempo passar, segurar o resultado e assegurar 1 ponto no campeonato. Jogando apenas com 9 jogadores, já que Leandro foi expulso injustamente no fim do primeiro tempo, e que Diego Tardelli e Correa se lesionaram graças ao gramado em péssimo estado, tendo apenas uma substituição o Galo para fazer.

Enganaram-se os que cogitaram tal possibilidade. No vestiário o comandante deu a ordem: “Caiam para cima desse timinho, e façam ressurgir esse espírito que envolve o atleticano. O Galo é conhecido por vitórias impossíveis, por não temer os adversários e é isso que devemos mostrar nesses 25 minutos”. A motivação não parou por ai, e Marques, que infelizmente não teria a oportunidade de entrar na partida, já que Tardelli foi substituído por Renan Oliveira, disse com lágrimas nos olhos: “Em 99 eu estive presente com essa camisa, e vi um time desacreditado chegar aonde ninguém imaginou. Vi um Cruzeiro muito superior tecnicamente se ajoelhar aos nossos pés depois que os batemos sem dificuldade nas quartas de final do Brasileiro. Não tenham medo de enfrentar esse desafio, pois ele será apenas o primeiro de muitos que teremos durante esse ano. Por favor, façam do meu último ano vestindo essa segunda pele dentro de campo, o mais inesquecível e vitorioso de todos!”

A essa altura da preleção, jogadores que vieram da base, como Werley, Renan Ribeiro e Renan Oliveira caíram em lágrimas. Tomou a palavra nesse momento, o zagueiro paraguaio Cáceres, que com um português meio embolado, e com muita emoção pediu a ajuda de todos: “Eu saí daqui como um ídolo no pior ano da história desse clube. Rodei por vários times no mundo e descobri que não adiantaria mais procurar o Atlético em outros cantos. O Atlético só existe aqui, e eu não posso negar, aqui é minha casa. Voltei não apenas por gratidão e amor, voltei também porque tenho uma dívida com essa Massa. Tive uma passagem e uma história muito bonita em 2005, mas quero ver todos aqueles apaixonados que choraram e cantaram o hino naquele 27 de Novembro. Quero ver todos eles no fim do ano, em um Mineirão mais lindo do que nunca, chorando, dessa vez de alegria. Quero que esse grupo que se forma agora possa dar um título importante para esse clube que agora para mim, é essencial.”

 

É claro que essa preleção é uma ficção, mas não duvidem que esse será o clima dentro do vestiário em Teófilo Otoni, pois é nessas horas que o Galo cresce. É nas dificuldades que nos lembramos de como é bom ser atleticano, e ter certeza que a maré vai virar. E com certeza, nessa quarta, 10/03/10 ela vai virar.

Esse jogo pode

 ser um divisor de águas na história do Campeonato Mineiro. Esse mesmo, que com todas as lambanças da Federação Mineira perdeu toda a credibilidade. Está claro para qual lado os cartolas estão torcendo, mas por favor, não vamos cair na bobagem dos antepassados, e justificar os resultados apenas pelas armações. Não queremos que histórias como as de 77,80,81,01,07 se repitam, e por isso, vamos pensar unicamente dentro de campo. Gostam de anular gols em clássicos? Ok! No próximo clássico faremos 15 gols, para que 5 sejam validados, e assim fica tudo resolvido.

O QUE ACONTECE ESSE ANO NÃO É NOVIDADE PARA NINGUÉM, MAS NÃO VAMOS DEIXAR O FIM DA HISTÓRIA SE REPITIR.

Abraço Nação,

Marcelo Jacques.

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4mar/100

Parabens Dada – Homenagem Cam1sa Do2e

Texto postado novamente como forma de homenagear esse jogador, dono da minha admiração desde minha infância, e um dos responsáveis na minha escolha de ter como paixão, o Clube Atlético Mineiro. Parabéns Dadá, pelos 64 anos de vida desrespeitando as leis.

Hoje é dia de falar de um herói! Um herói que como todos, voava, com o peito de aço, e que fazia a alegria de um povo. Um super-homem que não seguiu o código internacional dos heróis sobre cumprir leis, pois as que lhe foram traçadas ou impostas, ele descumpriu.

Quando viveu num internato por 14 anos, disseram que seu futuro era certo, seria um marginal; afinal não tinha mais família, e convivia com marginais no dia a dia. Mas Dadá era um garoto desobediente, e por isso não ouviu a ninguém, descumprindo as regras.

Reprovado em vários testes no futebol, não seguia as ordens de não mais voltar, e alguns dias depois o neguinho estava de volta para atazanar a vida do responsável pela peneira, que um dia achou que seus “defeitos” poderiam ser úteis no futebol.

Até mesmo quem ele não conhecia ele desrespeitava. Um tal Newton que dizia que nada podia parar no ar, que descrevia a gravidade como algo invencível. Ah se ele conhecesse o Dario Maravilha, que visualizava as costas dos marcadores como os muros que pulava para roubar manga na juventude... Iria ver que sua lei da gravidade havia se tornado uma lei da graviDADÁde.

Até quem entrava no estádio com algum problema ou tristeza, se alegrava, pois se não se alegrasse com os gols do gigante, se alegrava com as comemorações do moleque. Esse moleque herói que nos fez herdar o Brasil em 1971, com seus poderes.

Ele saia desengonçado do meio campo, atropelando a bola, demonstrando afobação, todo torto, em linhas tortas, as linhas que Deus tem preferência em escrever. E foi assim que Deus selecionou esse homem pra fazer a alegria de toda uma nação.

Dario só seguiu uma lei em sua vida. Em Minas, só a camisa do Glorioso Atlético, e mais nada. Ele era como o “povão” da torcida, como se um pulasse a geral e vestisse o uniforme.

Ah se as pessoas fossem como Dada! Se parassem com seus sonhos no ar, se fizessem amor com muito amor, se soltassem uma lágrima e a mesma morresse num sorriso.

Continue quebrando as leis Dario, e assim teremos alguma alegria nesse mundo de mortais que seguem regras.

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3mar/101

Aos amigos, os favores da lei

Post Protesto

Por esta e por outras que não visto a camisa verde amarela nessa copa.

Como poucos sabem, a CBF é muito mais suja que a bunda do Perrela ou o a boca cheia de lobby e o rabo cheio de dinheiro da imprensa mineira.

Aos amigos, os favores da lei


O TRIBUNAL PLENO de Justiça Desportiva ignorou a lei, as normas da Fifa, e absolveu o Cruzeiro da perda de pontos. Bem feito pra mim que acreditei na possibilidade de se aplicar com honestidade a lei do futebol. Mas, este filho do puro Sodico esperava o quê?

NO PAIS DE Marcos Valério, de Maluf, Roberto Jefferson, Arruda, e mil outros espertos como Clésio, Eduardo Azeredo, Collor, José Dirceu, Genoino, se haveria de esperar que a lei fosse aplicada justo no futebol, onde o mais bobo dá nó em pingo dágua?

NÃO SE DEVE esquecer nunca que este é o País, este é o Estado do Serial Killer que já havia matado um bebê de três meses, foi artífice do latrocínio que matou um taxista pai de família ; já havia trocado tiro com a Polícia e apesar de tudo isso vivia tranquilo com a mulher e cinco filhos até estuprar e matar cinco mulheres inocentes.

É O PAIS onde a Justiça devolve os feéricos automóveis comprados com dinheiro do tráfico porque não havia mais vaga no estacionamento da polícia. Não precisamos de terremotos devastadores: vivemos cotidianamente no epicentro de um 11,9.

UM DOS ARTIFÍCIOS que aprendi com o doutor Geraldo Barrote em meus 25 anos de advocacia é que “aos amigos aplicam-se os favores da lei; aos inimigos, a lei”. No Brasil tal artifício nem é lembrado.

PELO CONTRÁRIO, há sempre os favores da lei. A torcida do Cruzeiro comemorou e esqueceu-se do essencial: a grandeza de seu clube foi arranhada com o erro infantil cometido na escalação de Wellington Paulista.

QUALQUER DIA desses, o fato repete-se na Libertadores e aí não terá o Cruzeiro os amigos do Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva pra pisotearem a lei, num esquema corporativista que livrou a cara do presidente do órgão que, indevidamente, transformou em ração, talvez pra animal, a pena que a lei impõe automaticamente ao jogador expulso.

MORRO DE vergonha! Não pela punição do Cruzeiro, deixo bem claro. Pelo golpe aplicado na lei. Espero que o Procurador não entre nesse jogo de corporativismo e faça sua parte com um recurso para o STJD, em defesa da dignidade do esporte.

AOS QUE me execram neste instante, por acreditar na lei, repasso a história contada por Krisnamurti: “o homem encontrou outro homem que, de posse de uma vassoura, varia em torno de si apenas, apesar do empoeirado local.

DISSE-LHE : “Meu senhor, por que varres apenas em torno de si, se todo salão está imundo?-

E O OUTRO respondeu o outro: “Não faço por egoísmo, mas por falta de condições físicas. Assim, deixarei ao menos meu lugar limpo para os novos que chegarem”.

PODEM rir de minha futurologia à vontade, mesmo porque não estou varrendo em meu redor. Eu torço pra que todos os que machucam a lei continuem vivendo nesta merda e a passem em frente aos novos céticos que virão.

Texto retirado do Blog do jornalista Flávio Anselmo

http://flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com/2010/03/aos-amigos-os-favores-da-lei.html

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21fev/108

O que realmente evoluiu no Atletico

Anda-se falando muito na evolução do time do Atlético no jogo contra o Cruzeiro: ah, agora sim o trabalho do Luxa está dando frutos! -- ouço dizer no rádio, no jornal, no twitter e no orkut. Veremos o que aconteceu.

Antes do clássico eu esperava uma derrota humilhante. Não porque o time do Cruzeiro era bom ou coisa assim (eu, ao contrário de toda a imprensa mundial, não acho que seja assim), mas porque o time do Atlético estava muito mal. Uma desorganização completa.

Se contra o América e o Tupi toda a dificuldade que o Atlético teve foi creditada ao início da temporada e às super-retrancas adversárias, não vi em nenhum lugar um consenso sobre a explicação dos resultados contra Ipatinga e Uberaba. A verdade, creio eu (e cheguei a esta conclusão por eliminação), é que para jogar contra times fechados é necessário ter um meio-campo ao mesmo tempo marcador e rápido. O Atlético não tinha um meio-campo rápido contra América e Tupi, mas ele era ao menos marcador, e assim conseguimos, contra estes times, manter um nível decente de chances de vencer - inclusive jogamos bem melhor do que o Tupi. Já contra Ipatinga e Uberaba, porém, o pouco de marcação que nos restava no meio-campo foi substituído por Obina.

Digressão

Não sei as pessoas formulam este pensamento quando vão dizer, mas, de fato, quando dizem: "tem que botar o time pra frente mesmo! perdido por um, perdido por mil! agora é tudo ou nada! três atacantes neles!", estão dizendo que com três atacantes o desempenho do ataque melhora a troco de uma piora no desempenho da defesa. Mas não é assim que funciona. Um sistema tático com três atacantes é um sistema diferente de um com dois atacantes. Não é questão de número. É mais complexo.

Com três atacantes alteram-se as funções dos próprios atacantes, dos volantes, dos meias, dos laterais, o time todo se altera de maneira que tanto a defesa quanto o ataque fiquem, idealmente, equilibrados, porém em um novo sistema de jogo, que explora habilidades diferentes dos jogadores.

Um sistema pode ser melhor ou pior para uma equipe de acordo com as microhabilidades dos jogadores desta equipe e de acordo com o adversário (e também de acordo com a capacidade do técnico de entender bem da tática, conhecer os jogadores e orientá-los para tudo funcione bem, a parte difícil do negócio). E em cada sistema podem haver variações mais ou menos ofensivas, mas estas nuances de ofensividade não são inerentes a nenhum sistema. Alterações no sistema afetam todo o desempenho e o modo de jogar da equipe e não podem ser confundidas com aumento ou redução da ofensividade do time.

Retorno à questão inicial

Obina não deu ofensividade à equipe do Atlético, mas mudou a maneira de jogar dela. E, não sabendo jogar desta maneira, o Atlético ficou perdido. O meio-campo perdeu o poder de marcação que tinha com Evandro (Luxemburgo de quebra ainda tirou o Jonílson, o fundamental Jonílson!, mas ignoremos isto) e passou a contar com três jogadores, sobrando para nós apenas lentidão e reduzido poder de marcação e controle de bola.

Portanto, se contra América e Tupi jogamos dignamente apesar de tudo, contra Ipatinga e o Uberaba os adversários foram donos do meio de campo, nossos três atacantes se perderam na congestionada área adversária e seu grande número só fez aumentar a confusão e impossibilitar qualquer jogada ofensiva atleticana, nós fomos completamente dominados. Nestes jogos não merecemos sequer o empate.

A evolução

Mas para o clássico tudo mudou. Luxemburgo, acordando do transe em que se encontrava, sacou Obina e entrou com Renan Oliveira, que, se não aumentou o poder de marcação do meio-campo, ao menos adicionou pontos aos atributos velocidade e controle de bola (e mesmo não estando em um de seus melhores dias, teve boa participação no jogo). Jonílson também voltou ao time e garantiu maior poder de marcação.

E esse novo time desta vez, ao contrário do que ocorreu em todos os outros jogos, encontrou um adversário que jogou aberto. E isso deu espaço para que o Atlético se apresentasse da maneira sensacional como se apresentou. Lembrando os já quase esquecidos primeiros jogos do Brasileiro de 2009, fazendo-nos ver que não precisamos de um centroavante.

(Se prestarmos atenção veremos que, também a exemplo do que fizemos em 2009, não precisamos também de um jogador como Ricardinho. Mesmo tendo feito uma de suas melhores partidas pelo Atlético no sábado, Ricardinho ainda foi um dos piores do time, perdeu bolas fáceis e tocou demais para trás. Um Evandro ou um volante rápido em seu lugar nos teria feito jogar melhor, imagino).

Somados a estes fatores deve haver também aquele entrosamento do time que vai acontecendo por trás das mudanças e as perspassando, amadurecimento físico e microacertos de posição e jogadas do técnico, coisas assim. Mas a principal evolução não passa por estes pontos, como se está afirmando por aí, mas sim pela cabeça de Luxemburgo, que depois de ter oscilado entre várias escalações e sistemas táticos, parece ter entendido que não dá pra jogar com três atacantes, que jamais venceremos a batalha do meio-campo sem jogadores que saibam marcar e, principalmente, que o Atlético deve sempre jogar com velocidade e correria. Temos jogadores para isto e é este, afinal, o nosso espírito.

Essa evolução, na cabeça de Luxemburgo, é a única evolução importante que aconteceu. E a ela devo a minha esperança de que o time, uma vez acertado na cabeça do técnico, poderá evoluir em campo, aos poucos, como acontece normalmente no futebol, e que o técnico possa trocar as peças certas a fim de montar a melhor escalação para o sistema de jogo que tem em mente e que deve (ou deveria, pelo menos) se assemelhar ao que se viu no do jogo de sábado.

Não vou escrever nada sobre a entrada de Obina no fim do clássico, apesar dela corroborar com a minha tese; primeiro porque quem leu esta enorme postagem já percebeu a relação entre o que aconteceu no fim daquele jogo e o atual texto e entendeu o que eu penso sobre isto; segundo porque estou com preguiça; e depois porque o Lances & Nuances já escreveu.

Giovanni Torres Parra

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20fev/100

Chega logo

Faltam apenas 14 horas para que o clássico comece. Confesso que desde o inicio da semana, não me empolguei muito com a partida. O coração batia no ritmo normal, o sangue andava pelas veias ao invés de correr, e isso me parecia estranho para uma semana de Atlético x Cruzeiro.

 A supremacia técnica do time azul seria uma explicação razoável para tal estranhamento, já que o resultado mais esperado é uma vitória cruzeirense neste sábado. Eu via no rosto de cada atleticano aquela mesma gana por ganhar, via aquele semblante de esperança, de fé na vitória, ainda que improvável, mas não me sentia como eles. A esperança parecia ter sumido, a motivação precisaria de um combustível extra para reaparecer, e ele foi dado.

 Me deparei hoje com notícias e mais notícias acerca de uma espécie de mosaico que seria realizado do lado azul do Mineirão, com flanelinhas, ironizando o fato do Galo ter “guardado” a vaga na libertadores para o Cruzeiro. Muito obrigado aos rivais celestes, por terem me relembrado do quanto eu gosto de assistir aos clássicos. Obrigado marias, por darem ao elenco e à torcida a motivação que esperávamos que viesse dos céus.

 Essa história de brincar com o desastre de 2009 com certeza mexeu com o brio dos atleticanos, e reascendeu no fundo da alma alvinegra de cada um a vontade de ganhar dos purpurinados celestes.

 Aquele semblante tranqüilo que apresentei durante a semana acaba de fugir de meu rosto. O sono que antes vinha com tranqüilidade, agora me falta as 02:47 da manhã nessa véspera do jogão. Meu coração se encontra continuamente disparado, bombeando com uma força incrível o sangue alvinegro, que deixou de andar e voltou a correr dentro de minhas veias. Agora sim, tudo está normal.

Conforme vamos nos aproximando da partida, vejo essa ansiedade aumentar. A vontade de mais uma vez derrubar as gazelas do salto alto é incontrolável, e deposito essa esperança sobre os 11 guerreiros que nos representarão dentro de campo. Não é preciso ser superior tecnicamente, pois infinitas vezes vi o Galo sair vencedor, mesmo tendo um time inferior. É necessário sim que a raça seja incansável, que todos corram os 90 minutos, e que em momento algum o time do Cruzeiro seja temido. O favoritismo pode existir, mas dentro de campo são 11 para cada lado, e ai nada mais importa.

 

Agora vou me deitar, com a certeza de que ainda demorarei para dormir. Com a certeza de que acordarei inúmeras vezes durante a noite, apenas pela ansiedade acerca do confronto, mas principalmente, vou me deitar com a certeza de que amanhã teremos um jogo equilibrado, e que podemos sim sair com a vitória.

 Boa sorte aos jogadores, à comissão técnica e à torcida. Aos simpatizantes que levarão as flanelinhas, que aproveitem bastante enquanto ela simboliza a vaga na libertadores, porque se tudo correr como manda a justiça do futebol, as flanelas servirão para enxugar lágrimas ao final da partida.

Abraço Nação,

Marcelo Jacques.

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18fev/101

Mais um Classico

Mais um clássico se aproxima para o Clube Atlético Mineiro. Mais um jogo daqueles em que até cantar no estádio é difícil, com toda aquela tensão. Quem já foi à um Atlético x Cruzeiro e viu o Galo sofrer um gol, sabe como é ruim escutar, ainda que muito baixo, os gritos das gazelas purpurinadas do lado azul da lagoa.

O time alvinegro não vem se apresentando bem, enquanto os atletas de cor azul calcinha vem dando muitas alegrias a essa torcida que “MOVE O MOUSE”. A Massa agora se apega a frase do atacante Jardel, que disse sabiamente, “Clássico é clássico e vice-versa!”. Já escutei de muitos atleticanos que o verdadeiro rival do Galo é o Flamengo, mas no fundo todos sabemos o abismo de alegria que existe entre ganhar dos rivais cariocas e dos rivais mineiros.

A desconfiança existe sim, por parte da torcida. O pé atrás está posicionado como sempre, mas espero que neste sábado, 20 de Fevereiro de 2010, o glorioso alvinegro das Gerais faça valer a superioridade nos confrontos. Espero que coloque ordem na casa e mostre para o Brasil todo, que esse time está sendo formado para disputar títulos, e não apenas participar das competições.

Aos jogadores, fica o pedido: Joguem com tudo que tem, façam o possível e o impossível para acabar com essa pequena supremacia que o lado rosa vem apresentando nos últimos 2 anos. Que não seja em vão esse voto de confiança da Massa, que com certeza estará presente em maior número, como sempre acontece.

A tradição em Minas, aos que acabaram de chegar, é que quando as duas camisas se encontram, o lado alvinegro joga, enquanto os azuis simplesmente se acuam, vendo o maior de Minas se apresentar em campo. Essa tradição não vem sendo honrada nos últimos tempos, e cabe a vocês retomarem-na no próximo sábado.

Fica apenas mais um pedido. Mais uma vez volto no ponto do comportamento da Massa. Sei que o Mineirão estará lotado, sei que estaremos em maior número, e sei que já defendi as vaias racionais aqui no blog, mas peço que no sábado as vaias não ocorram. Os protestos são válidos em jogos de menor expressão, mas um Atlético x Cruzeiro não é jogo para sequer esboçar tal atitude. A todos os apaixonados que comparecerão à nossa segunda casa, por favor, APOIO. Se um desastre acontecer, e as gazelas saírem vitoriosas, deixem as vaias, xingamentos e afins para o fim do jogo. Durante os 90 minutos de ação, mostrem aos 11 guerreiros em campo, que não importa o que aconteça, nos grandes jogos estaremos unidos.

GRANDES GUERREIROS SÃO ETERNAMENTE RECONHECIDOS PELAS VITÓRIAS NAS GRANDES BATALHAS !

CONTAMOS COM VOCÊS !

Abraço Nação,

Marcelo Jacques.

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9fev/109

Ele merece nosso apoio

Uma polêmica foi criada acerca da maior de Minas e da mais fanática do Brasil. O técnico Vanderlei Luxemburgo, pela segunda vez em três partidas reclamou da falta de apoio de parte da torcida, que após alguns erros de determinados atletas, começou a vaiá-los.

 

A discussão criada se espalhou pela Massa, e os apoiadores incondicionais de plantão agora crucificam os chamados “corneteiros” pelas vaias e pedidos de raça durante as partidas.

 Antes que digam que eu estou jogando a responsabilidade nos outros, eu assumo, sou um desses corneteiros e não me arrependo disso. Os que dizem que a torcida é impaciente - como o senhor Luxemburgo - não sabem o que é apoiar o seu time em todos os momentos, e ainda sim ver jogadores mercenários fazerem dessa, a pior década da história do clube.

 Quisera eu ver Reinaldo, Paulo Isidoro, Toninho Cerezo, Éder etc., ao invés de me deparar todos os anos com Jales, Thiago Cavalcanti, Rodrigo Fabri, Prieto e tantos outros cabeças de bagre que por aqui passaram. Essa nova geração carrega no peito o amor alvinegro, assim como as gerações passadas, mas o fato é que esse amor já apanhou demais nos últimos anos, o que provoca essas reações.

 Acordei hoje disposto a me redimir por essas vaias, e venho aqui como um dos “corneteiros” pedir a todos os outros que revejam essa nova moda. Acho sim, que devemos cobrar do time, muito mais do que cobramos antigamente. Falta de vontade e desleixo são coisas inaceitáveis para o Clube Atlético Mineiro, mas se o que falta na opinião de Luxemburgo é apoio por parte da torcida, daremos mais apoio do que você chegou a sonhar algum dia, Luxa.

 A torcida do Atlético é muito cruel sim, com quem merece, mas ela sabe como ninguém acolher as pessoas que se matam pelo time. Tardelli é a maior prova disso. Chegou muito desacreditado e logo de cara caiu nos braços da torcida, pois teve espírito de campeão, pensou grande, e permitiu que o Galo pensasse como ele.

 Façamos então um trato entre torcida e time, Luxemburgo. Nós te damos, mesmo que com um caroço na garganta de tão desconfiados, esse apoio que você tanto nos cobra, e você nos da um time que puxe a torcida para o seu lado. Não adianta colocar uma equipe lenta, sem criatividade, com jogadores preguiçosos, e achar que vamos pular e cantar os 90 minutos vendo o adversário - infinitamente inferior - jogar de igual pra igual dentro da nossa casa, pois na torcida do Atlético existem milhões de fanáticos, mas nenhum deles é idiota.

 Vamos fazer o que sempre fizemos. Vamos te deixar trabalhar com as peças que tem na mão, e vejamos qual será o resultado. Por favor Luxemburgo, não se sinta pressionado pelos anos de secura que o time enfrenta. Não se sinta na obrigação de redimir os anos que passamos chorando, mas por favor, se motive com essa Massa que sempre pediu o seu nome no comando do Alvinegro. Faça o que estiver ao seu alcance para nos dar o que tanto merecemos, porque te garanto Luxa, quem entra no Coração da Massa por merecimento e dedicação, permanece sendo vangloriado por toda a eternidade, como Dada Maravilha e o grande Messias.

 Aos que assim como eu estavam com a desconfiança à flor da pele pelos primeiros resultados, peço do fundo de minha alma alvinegra que ela seja deixada de lado. Não vou pedir para que o estádio fique cheio, porque isso já é rotina. Não vou pedir para que todos acreditem, pois como disse o nosso amigo Fahel do Camisa Doze, atleticano já nasce com fé. Peço apenas um pouco mais de paciência para esse ano que acaba de começar para o Galo. Se o maior técnico do Brasil diz ter certeza que coisas boas virão, seria muita arrogância de minha parte, sendo apenas um mero “corneteiro alvinegro” duvidar disso !

 Abraço Nação !

Marcelo Jacques | @massativa

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2fev/1010

Que mal tem?

No último Domingo (31), o artilheiro do Brasil no ano de 2009, Diego Tardelli - o Dom Diego do Galo - desencantou logo no segundo jogo da temporada e balançou as redes, fato mais do que normal. Mais do que normal também foi a comemoração de Tardelli, que se ajoelhou em frente a torcida, e com as mãos simulou uma espécie de metralhadora, comemoração que surgiu depois do “TATATATA” que o grande Mário Henrique criou.

 Aí, assistindo ao Fantástico no Domingo a noite, e ao Bem Amigos na segunda seguinte, me deparo com criticas por parte do Tadeu Schmidt e do maior falastrão de todos os tempos da TV brasileira, Galvão Bueno.

 Tadeu, muito sutil nas críticas apenas disse que poderia ser feita uma comemoração mais festiva, ao invés da utilização de uma “metralhadora” em direção a torcida, e é perdoado por não saber o real motivo do ato. Agora, o nosso ilustre narrador Galvão Bueno, crucificou Dom Diego, como se na verdade ele houvesse exposto um cartaz com os dizeres “ Diga sim a violência”.

Criticado muito duramente após a Copa, pelo famoso lance em que arrumava as meias no momento da cobrança de falta que eliminou o Brasil da competição, o lateral recém contratado pelo Corinthians, Roberto Carlos, deu uma entrevista muito sincera dias atrás, acerca do referido narrador. Roberto disse com todas as letras à TV Lance! Que Galvão era uma pessoa de um péssimo caráter e que durante as transmissões tentava aparecer mais do que os jogadores.

 

Todos que conhecem o Tardelli sabem da ótima pessoa de quem estamos falando, de um jogador disciplinado e respeitado por seu caráter dentro e fora de campo. Nos lembremos da visita realizada por ele ao Hospital que trata de crianças afetadas pelo Câncer em Belo Horizonte. Um atleta que não precisaria disso para aparecer na mídia, já que foi quem mais se destacou no país, mas que o fez por solidariedade.

 

Galvão deveria pensar mais no que diz, se é que algo deveria ser dito em relação a uma comemoração de gol. O gol é o momento de festa no futebol.Algumas comemorações muito utilizadas, já foram proibidas e hoje são passiveis de punição com cartão amarelo, ou até julgamento pela Justiça Desportiva. Comemorações também são marcas dos jogadores, como Reinaldo e seu punho erguido em plena a Ditadura Militar ou o nosso Guilherme, e sua mão atrás do ouvido, fazendo com que a Massa gritasse ainda mais alto.

 Assim como os citados anteriormente, Tardelli também é conhecido por sua metralhadora Galvão, e será sempre assim, porque o futebol é uma das poucas alegrias garantidas aos brasileiros, e nessa área não aceitaremos censura. Um jogador que da um drible bonito, é um provocador que só quer humilhar o adversário. Um atleta que fala o que pensa numa entrevista é alguém mesquinho, marrento. E agora, para completar a palhaçada da censura no futebol, um artilheiro, ou na gíria do futebol, um “matador” que comemora seus gols com uma metralhadora, é alguém que induz o aumento da violência. Parece brincadeira.

 Acostume-se a ver essa cena Galvão, pois tenho certeza que o Dom Diego não vai cair em pressões da imprensa, e mais, tenho certeza que ela irá se repetir muitas vezes nas telas de todo o Brasil, já que Diego Tardelli não se cansa de fazer gols.

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22jan/102

Que venha 2010 !

Difícil explicar aos simples torcedores adversários, o tamanho da ansiedade que se instala no coração da Massa nessa sexta-feira. A ansiedade de ver mais uma vez o time adentrar o gramado, de ver o preto e o branco cobrirem o Mineirão, e de se emocionar com cada segundo da partida.

O ano de 2009 nos testou mais uma vez. O Galo nos deu esperança como há muito não dava, mas ainda sim, o resultado foi mais uma vez decepcionante. Aquele jogo contra o Corinthians, com toda aquela chuva, representou bem o fim de ano atleticano, com um campo alagado e um futebol pouco produtivo.

 

Aí vejo as pessoas ansiosas por mais uma temporada que se inicia nesse próximo Domingo(24), e me pergunto: Por que? O que faz do atleticano tão apaixonado, que torna esse amor imune aos resultados?

Foram inúmeras as vezes que escutei, após uma derrota inesperada, um alvinegro prometer aos céus que nunca mais voltaria ao estádio. Inúmeras também foram as vezes que encontrei os mesmos alvinegros na partida seguinte, enrolados na bandeira e com a cara pintada de branco e preto, sem nem se lembrar do passado.

 

Deve ser esse o motivo de tantos castigos. Somos castigados por essas promessas não cumpridas, pela raiva depositada sobre o time e perdoada logo em seguida. Ainda que não gostemos das contratações realizadas para esse ano, tenho certeza que assim que esses jogadores colocarem o manto alvinegro, e subirem pelo túnel no jogo contra o América, cada um deles se tornará o melhor do mundo.

 

Que seja então bem vinda a temporada 2010 para o Galo. Que seja um ano de mais alegrias do que os anteriores, e que toda essa confiança depositada por nós sobre o time, seja recompensada. Cada jogo será uma guerra, e cabe ao comandante Luxemburgo dar as coordenadas, para que os guerreiros em campo consigam o resultado esperado!

 

Um grande 2010 para o Galo, e que no Domingo, a Massa compareça como sempre e já se habitue ao novo time. Yes, we C.A.M.

Quanto ao mais novo reforço do Galo, Barack Obina, que tenha muito sucesso! Com seu futebol atabalhoado, e sua imagem folclórica, arrisco dizer que ele é ‘A CARA DO GALO’ !

 

Abraço Nação,

João Marcio Filizzola (Cocs).

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14jan/106

Duas coisas importantes

No meio de um monte de especulações da imprensa e da torcida - que esse ano não acompanhei direito -, torcedores cornetando, pessoas dizendo que faltam só 8 reforços pro time ficar fechadinho (ou seja, um time novo) e coisas assim, gostaria de destacar duas coisas importantes:

(i) A diferença absurda entre as contratações do Kalil e as dos outros presidentes que vi no Atlético. Mesmo as contratações do ano passado, que foram muitas, tiveram baixíssimo nível de erro; até mesmo o Carlos Júnior, que muita gente aponta como uma má contratação, penso que foi boa e que o sujeito merecia mais uma chance. Mas as desse ano, Leandro, Jairo Campos e Muriqui (Reinaldo, talvez, e nem se fala de Cáceres, que é um craque, se é que este vem - se não vier retirarei o seu nome dessa postagem de maneira a não deixar vestígios), são todas contratações que têm enorme chance de dar certo.

Nas contratações deste ano verifica-se a feitura daquilo que todo ano circula nas conversas atleticanas de pré-temporada como melhor coisa a ser feita: contratar dois ou três bons reforços ao invés de um bonde de 20 péssimos jogadores. Trouxemos, ora, 3 ou 4 bons reforços, é espantoso que haja gente pedindo "muitas contratações", como se desejasse o retorno dos tempos dos bondes.

Outra coisa notável: o Atlético está comprando jogadores! Ah! Há quanto tempo não se via isso acontecer? O Atlético desembolsando dinheiro para adquirir os direitos de Muriqui e Campos (não sei bem como foi, alguém me corrija, mas sei que há compra de jogadores e isso me impressiona)! E o Cáceres? 1,5 milhão? Inacreditável. Sou novo, mas o único jogador de que me lembro ter visto o Atlético comprar antes da gestão Kalil foi o Nêgo, o fenômeno da lateral-direita, pelo qual pagamos 400 mil, no mesmo mês em que Hissa Elias Moisés confessou não ter desejado pagar 1 milhão em Ignacio Gonzales, uruguaio que havia recém destruído a seleção brasileira no Morumbi num jogo das eliminatórias.

Lembranças à parte, vamos ao segundo item:

(ii) Esse acontecimento já é antigo, mas como foi confirmado no primeiro coletivo do time e no amistoso contra o Villa Nova, é bom lembrá-lo: em sua primeira coletiva de imprensa, Luxemburgo disse que Ricardinho é segundo-volante. Ora, então era isso! O mesmo Ricardinho, que, jogando como o camisa 10 (ignore o 80 e toda essa frescura de numeração fixa), fez nosso time perder toda a consistência, velocidade e dignidade em 2009, agora é classificado por Vanderlei Luxemburgo como segundo-volante (eu - diferindo da maioria da torcida - nunca quis Luxemburgo aqui, mas que agora que o sujeito veio me passou uma boa impressão). Parece estar explicado o nosso fracasso no final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Fico feliz que Luxemburgo tenha dito isso, pois assim ficará, espero eu, resolvido o nosso problema da Paciência ricardiana, a triste lerdeza que dominou o time atleticano no ano passado, e que Celso Roth não soube resolver (ou não teve tempo).

Agora Luxemburgo está a escalar o Galo com Ricardinho e Evandro (Renan Oliveira corre por fora para tomar o lugar de Evandro), escalação que deve funcionar melhor do que a escalação de Ricardinho como "o 10" isolado e tornar nosso time infinitamente melhor do que aquele que terminou o Campeonato Brasileiro de 2009. Ao mesmo tempo, se tudo der certo, estará sepultada a já agora adormecida ânsia maldita de um camisa 10 de que estava acometida a torcida atleticana desde o caso Gallardo. Se Ricardinho era o único camisa 10 do mundo e nem ele é camisa 10 coisa nenhuma, então já era, chega desse papo de camisa 10. Temos os dois melhores armadores ("camisas 10") do Brasil - Evandro e Renan Oliveira - e o título brasileiro, e do mundo, é questão de tempo.

Giovanni Torres Parra

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